17 de setembro de 2010

Notícias GUIA - Na hora do regresso à escola, lembre-se que todas as crianças são inteligentes!

Todas as crianças são inteligentes e ser mau aluno não é sinónimo de incompetência, pode é resultar da falta de motivação. Daí que estudantes muito maus possam passar a ser muito bons, dizem os especialistas.
"As crianças só não gostam da escola quando a escola não gosta delas", defende o psicólogo Eduardo Sá, assegurando que "todas as crianças são inteligentes". Os maus alunos são "sintoma ou consequência de factores educativos, familiares e de oportunidades", diz. A motivação pode ser a chave do sucesso: "Quando as crianças sentem que alguém se interessa por elas e reconhece as suas capacidades, ficam motivadas. Todos nós só nos sentimos motivados quando estamos a ganhar", alerta Eduardo Sá.
Pedro Rosário, investigador da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, explica que "a motivação não existe à cabeça, gera-se pela cumplicidade com os conhecimentos" e para a alcançar, às vezes, é preciso trabalho acrescido. O especialista, que lidera um grupo responsável por projectos de desenvolvimento de competências (www.guia-psiedu.com), explica que as pessoas "têm vários níveis de competências" que precisam de desenvolver a velocidades diferentes.
"A competência é como se fosse um músculo, desenvolve-se. Há alunos que conseguem aprender determinada coisa numa hora e outros que precisam de quatro. É como no treino físico", sublinha. Assim, "os maus alunos que passaram a ser bons já tinham a competência, mas não estava desperta a apetência, ou porque as matérias não estimulavam ou porque os professores não eram motivadores".
Álvaro Almeida Santos, ex-presidente do Conselho de Escolas, professor há 27 anos, considera que um aluno com uma boa aprendizagem nos dois primeiros anos de escolaridade, "normalmente mantém-se motivado nos restantes". Quando essa base não existe, os problemas aparecem na transição para o terceiro ciclo, "bastante mais exigente", e "se o aluno não tem capacidade para trabalhar, a adaptação é difícil".
Com um "apoio próximo e diferenciado", a escola consegue, por vezes, fazer a diferença, sempre com o apoio da família, que deve "encorajar, não recriminar e responsabilizar". "Quando o aluno encontra uma zona de desenvolvimento próxima consegue cumprir determinados objectivos. Motiva-se e fica preparado para outros objectivos e possibilidades", refere o docente.
Luís Picado, especialista em Psicologia da Educação, defende "uma escola diferente", formada por professores, pais e outros técnicos, como educadores sociais, animadores socio-culturais e psicólogos. "Acredito num trabalho transdiciplinar, onde as pessoas pensam em conjunto sobre os problemas e soluções, e no entendimento de uma escola comunidade. Só as escolas apelativas para os alunos e famílias podem promover o sucesso educativo", refere o autor do estudo "A Indisciplina em Sala de Aula" e do livro "Ansiedade na Profissão de Docente".
É preciso "promover os motivos certos que conduzam o aluno a agir, e a agir bem", provada que está "a importância da motivação na aprendizagem e da falta da mesma no insucesso escolar", conclui Luís Picado.

Lusa
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19 de abril de 2010

Noticias GUIA


Escola Secundária Alexandre Herculano (ESAH) – Porto

"Inserido no Plano Anual de Actividades e promovido pelo CIPE – Centro de Investigação em Psicologia e Educação da ESAH, realizaram-se no dia 10 de Março duas palestras proferidas pelo Professor Doutor Pedro Rosário da Escola de Psicologia da Universidade do Minho. Uma dirigida a professores, intitulada “Motivação e auto-regulação: implicações para o sucesso escolar” e outra destinada aos pais e encarregados de educação, realizada à noite, cujo tema foi “Como ajudar os seus filhos a estudar”.
Durante as várias horas de duração das sessões sobressaiu o grande poder do orador em comunicar e em “provocar” as mentes mais “adormecidas” da audiência, colocando aos docentes questões desafiadoras do dia-a-dia da escola. Durante a explanação de alguns conceitos sobre a motivação e estratégias para a auto-regulação da aprendizagem, fundeados nos actuais modelos teóricos da Psicologia da Educação, os docentes desenvolveram uma “acalorada” discussão e ficaram, desta forma, mais apetrechados para fazer frente aos problemas que vão surgindo nas suas salas de aula.

Na sessão da noite, a ver pelo número de cadeiras vagas do anfiteatro, constatou-se que ainda há muito a fazer para convencer os pais e encarregados de educação da importância de participarem em debates onde sejam abordados temas cruciais para o desenvolvimento da educação dos seus educandos. Contudo, verificou-se, mais uma vez, a grande capacidade de devolução de resposta do professor Pedro a uma “chuva desenfreada” de questões, mais ou menos provocatórias, por parte da assembleia que, por vezes, confundiu a palestra com uma oportunidade de “consulta psicológica colectiva”.

A Direcção da escola e os participantes revelaram grande interesse pelos temas em debate, estimulando o CIPE a organizar mais eventos deste tipo. O Centro de Investigação da ESAH agradece a disponibilidade do professor Pedro Rosário, ficando na expectativa de poder contar com a sua presença e o seu saber em futuras palestras. Bem haja!"
(Professor Abílio Lourenço e Professora Maria Olímpia Paiva, CIPE)

8 de abril de 2010

Congressos GUIA

Conferência Internacional "Learning and Teaching in Higher Education"

No próximo dia 15 de Abril o GUIA estará em Évora na Conferência Internacional "Learning and Teaching in Higher Education". Pelas 11h30 será proferida a conferência "Auto-regular o Aprender no Ensino Superior: questões e desafios" pelo Professor Doutor Pedro Rosário.

11 de março de 2010

Noticias GUIA

Projecto de Parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa - Projecto Geração Tecla, "Sarilhos do Amarelo" e "(Des)venturas do Testas".

"O Projecto Geração Tecla surgiu no âmbito do Programa Escolhas, que é um programa nacional, tutelado pela Presidência do Conselho de Ministros, e fundido no Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural, IP, que promove a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, particularmente dos descendentes de imigrantes e minorias étnicas, tendo em vista a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social.

O projecto procura a complementaridade, a articulação de recursos e a co-responsabilização de todos os parceiros envolvidos e visa essencialmente desenvolver acções interventivas e preventivas de inclusão social, cujos objectivos gerais são: Promover a inclusão escolar das crianças e jovens das comunidades ciganas;  Promover a dinamização comunitária e a cidadania das crianças e jovens do Bairro Social de Santa Tecla; e, Promover a formação profissional e empregabilidade dos jovens e jovens adultos do Bairro;

A parceria com o GUIA (Equipa Universitária de Investigação em Auto-regulação) da Universidade do Minho centrada nos projectos “Sarilhos do Amarelo” e “Des(venturas) do Testas” , surge com o intuito de colmatar défices e promover competências de auto-regulação nas crianças e jovens de etnia cigana, que constituem o público-alvo do Projecto Geração Tecla."

(Catarina Certal e David Rodrigues, Coordenadores do Projecto Geração Tecla)

10 de março de 2010

Novidades GUIA

Sigam os desenvolvimentos do filme "Sarilhos do Amarelo" em http://sarilhosamarelo.wordpress.com

1 de março de 2010

Notícias GUIA

Agrupamento de Escolas de Lousada - Acção de Formação para professores
"Numa bela e fria tarde de Inverno o calendário contava o dia 12 de Fevereiro de 2010. Era a tarde de sexta-feira antes do Carnaval, e logo no início da tarde um grupo de professores do Agrupamento vertical de Escolas Lousada Centro ia enchendo os bancos do Espaço Aje de Lousada para assistir a uma palestra do Professor Pedro Rosário da Escola de Psicologia da Universidade do Minho sobre um tema importante para a vida de alunos e professores: a motivação dos alunos e a auto-regulação da aprendizagem. A sala encheu. O público ouviu atentamente as explicações sobre o que impele os alunos a aprender, as dificuldades na centração no estudo e os desafios da motivação perspectivados por pais, professores e alunos. Muitas questões foram colocadas e muitas foram respondidas, mas outras tantas ficaram colocar. O debate foi animado e o tempo correu fluído. O fim foi determinado pelo implacável relógio, após prolongamento. No final, ficou a certeza de uma bela tarde de trabalho e de reflexão que, sem dúvida, ajudará os professores na sua tarefa docente. Obrigada e Parabéns Professor Pedro. "

(Tânia Nunes, Psicóloga no Agrupamento de Escola de Lousada)

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Agrupamento de Escolas de Gualtar - Acção de Formação "Pais aprendem a ajudar os filhos a estudar" (Fevereiro de 2010)


O Agrupamento de Escolas de Gualtar promoveu uma acção de formação para ajudar os pais e encarregados de educação dos alunos do 2.º e 3.º ciclos do agrupamento. ‘Como ajudar os seus filhos a estudar’ contou com a presença de mais de uma centena de participantes, correspondendo, assim, de forma “massiva e positiva” ao convite formulado.
Organizada pela professora Rosa Mourão, docente da EB2,3 de Gualtar, e inserida no âmbito da divulgação à comunidade educativa da investigação realizada no seu trabalho de doutoramento em Educação, finalizado em licença sabática no passado ano lectivo, esta acção teve como principal orador Pedro Rosário, docente da Escola de Psicologia da Universidade do Minho.
Nas mais de duas horas de duração da sessão, e na sequência da abordagem da temática da construção da motivação para a aprendizagem, onde os pais desempenham um papel primordial, os encarregados de educação presentes tiveram oportunidade de recolher um ‘punhado’ de sugestões e exemplos práticos.
Formas de actuação, resposta às dúvidas e preocupações com os comportamentos e qualidade do estudo dos seus educandos foram alguns dos temas em destaque durante o debate.
Ao longo da sessão, direccionada para os pais e encarregados de educação, ficou sublinhada “a importância da colaboração e empenho activo dos três vértices de actores implicados no sucesso educativo: alunos, pais e professores”, garantiu a professora responsável pela acção, Rosa Mourão.
O director do Agrupamento de Escolas de Gualtar, professor Manuel Esteves, também participou, presidindo à sessão.
(Correio do Minho)

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Entrevista ao Mundo Universitário (Janeiro de 2010).